A Polícia Civil do Paraná avançou nas investigações sobre o atentado a tiros que chocou moradores de Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado, na noite da última sexta-feira (17). O crime, ocorrido em uma conveniência na região central da cidade, terminou com duas pessoas mortas e três feridas, mobilizando equipes policiais e despertando grande comoção entre a população.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que Veridiana Gaya Menin Machado Sate, de 40 anos, seria o alvo principal do ataque. Ela foi atingida pelos disparos durante a ação criminosa, recebeu atendimento médico e permanece sob cuidados, tendo sobrevivido ao atentado. Segundo o superintendente da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Rodrigo Diari, os demais frequentadores da conveniência teriam sido baleados de forma circunstancial, apenas por estarem no local no momento em que o autor efetuou diversos disparos. A polícia trabalha para esclarecer a dinâmica completa do crime e entender como cada uma das vítimas foi atingida.

As investigações indicam que o atentado pode ter sido motivado por um possível ato de vingança. Conforme as apurações iniciais, há cerca de dois anos teria ocorrido uma tentativa de homicídio envolvendo um grupo supostamente ligado a Veridiana. A Polícia Civil também investiga a informação de que a mãe do principal suspeito teria sido vítima de agressões no mesmo período, circunstâncias que agora são analisadas como possíveis fatores que motivaram o ataque.

O principal suspeito é um adolescente de 15 anos, que permanece foragido. Desde o registro do crime, equipes da Polícia Civil realizam diligências para localizar o jovem e esclarecer sua participação no atentado. A identidade do adolescente não foi divulgada em razão das normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o avanço das investigações. Segundo a polícia, as gravações mostram o adolescente deixando um condomínio pouco antes do crime usando uma blusa camuflada e um gorro vermelho. Após o atentado, ele teria retornado ao mesmo local utilizando roupas diferentes, o que reforçou os indícios de sua participação e permitiu sua identificação pelos investigadores.

Durante o cumprimento de mandados de busca na residência da mãe do adolescente, localizada na Avenida Ney Braga, os policiais encontraram materiais considerados relevantes para a investigação. No imóvel foram apreendidos cordel detonante e munições de calibre .38, itens que agora passarão por perícia técnica para verificar eventual ligação com o atentado.A mãe do suspeito foi presa durante a operação. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre as acusações que motivaram a prisão, mas informaram que as investigações continuam para identificar se outras pessoas contribuíram para o planejamento, execução ou fuga do autor.

O ataque deixou um cenário de destruição e luto. As vítimas fatais foram identificadas como Marcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos, que não resistiram aos ferimentos e morreram em decorrência dos disparos. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo Veridiana, sendo socorridas por equipes de emergência e encaminhadas para atendimento hospitalar. A Polícia Civil também trabalha para esclarecer se o adolescente agiu sozinho ou contou com apoio de terceiros antes, durante ou após o atentado. A análise das imagens de monitoramento, depoimentos de testemunhas e laudos periciais será essencial para reconstruir a cronologia dos fatos e confirmar a motivação do crime.

O caso segue sob investigação e novas diligências estão sendo realizadas para localizar o suspeito e reunir provas que permitam o completo esclarecimento do atentado. A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa contribuir com as buscas pode ser repassada, de forma anônima, pelos canais oficiais de denúncia.

O episódio causou forte repercussão em Campo Mourão e em todo o Paraná, principalmente pela violência empregada na ação e pelo número de vítimas. As autoridades seguem empenhadas para concluir o inquérito, identificar todos os envolvidos e responsabilizar criminalmente quem participou do crime, respeitando os procedimentos legais previstos para o caso.