Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e novamente Lula representam visões políticas diferentes, mas nenhum deles conseguiu romper definitivamente com problemas estruturais que acompanham o Brasil há décadas. Mudam os governos, melhoram minimamente alguns indicadores, pioram outros, mas desigualdade, violência, educação deficiente, burocracia e desperdício de recursos públicos continuam fazendo parte da realidade nacional.

Talvez seja hora de discutir também quem estamos colocando no comando do país.

Um dado do Tribunal Superior Eleitoral chama atenção: entre os filiados a partidos políticos no Brasil, apenas 14,45% declaravam possuir ensino superior completo. Outros 25,05% tinham apenas o ensino médio completo, enquanto 26,5% sequer haviam concluído o ensino fundamental. Além disso, 9,3% tinham ensino médio incompleto e 7,95% apenas o fundamental completo.

Isso revela algo importante: uma formação acadêmica mais elevada e uma trajetória intelectual diferenciada ainda são relativamente raras dentro do universo partidário brasileiro.

É justamente nesse ponto que Augusto Cury chama atenção.

Médico psiquiatra, doutor em Psicologia Multifocal, professor e escritor, Cury construiu sua trajetória principalmente no campo do conhecimento, da educação e do estudo do comportamento humano, e não dentro da política profissional.

Sua candidatura, portanto, permite uma discussão que vai além da velha disputa entre esquerda e direita:

Será que o Brasil precisa apenas trocar de político ou precisa começar a procurar outro tipo de liderança?

Talvez o país não precise de mais um personagem moldado pela máquina política tradicional e pela mídia. Talvez precise de pessoas com conhecimento, preparo, capacidade intelectual e experiência profissional fora do poder.

Cury não é automaticamente a solução para o Brasil — nenhum currículo garante isso. Mas representa uma alternativa incomum em um sistema no qual apenas uma minoria dos filiados partidários possui ensino superior completo.

No fim, a pergunta talvez seja simples:

Depois de décadas escolhendo entre os mesmos modelos políticos, por que não experimentar um modelo que valorize mais conhecimento, preparo e capacidade intelectual?

Porque talvez o Brasil não precise apenas de uma nova eleição.

Talvez precise de um novo critério para escolher quem vai governá-lo.